Usina NuclearO urânio é um elemento químico, representado pela letra 'U'. Seu nome é em homenagem ao planeta Urano devido a sua descoberta em 1781. Ele faz parte do grupo dos actinídeos e seu número atômico é 92 (Z=92). Na temperatura ambiente, é encontrado no estado sólido. É um metal radioativo maleável, prateado e quando é exposto ao ar, reage rapidamente formando uma camada de óxido.

Os primeiros indícios desse elemento datam de 79 d.C., quando foi encontrado um vidro amarelado com óxido de urânio, na cidade de Nápolis, na Itália.

Foi em 1789, na cidade de Berlim (Alemanha), que o alemão Martimn Klaproth descobriu o urânio em um mineral chamado pitchblenda (uraninita). Esse elemento foi isolado pelo francês Eugene-Melchior Peligot, em 1841. A radioatividade do urânio só foi descoberta em 1896, quando o francês Henri Becquerel fazia um experimento para mostrar a relação da luminescência dos sais de urânio e o raio-x.

Uma das maiores descobertas a respeito desse elemento foi feita pelos alemães Fritz Strassman e Otto Hahn quando eles descobriram a fissão nuclear de um átomo de urânio. A fissão acontece quando ocorre a separação do núcleo de um átomo, liberando assim uma grande quantidade de energia, que se caso for descontrolada pode ser explosiva. Essa energia liberada é o que hoje conhecemos como bomba nuclear e reator nuclear.

Presença na Natureza

É um minério comum que pode ser encontrado em toda a crosta terrestre. Acredita-se que esse elemento seja proveniente de um decaimento de elementos com números superiores ao do urânio que existiam na terra há milhares de anos. O urânio existe na natureza na forma de minerais como a uraninita, a zeunerita, a torbenita, a pechblenda, carnotita e a autunita.

Pode ser encontrado também em areias com monazita e em rochas com fosfatos como a linhita. Na natureza, ele é encontrado na forma de três isótopos: Urânio 234, Urânio 235 (empregado para a produção de energia através dos reatores e para armas nucleares) e Urânio 238 (empregado largamente para a criação de armas nucleares e projeteis).

Uma reserva de urânio só se torna atrativa dependendo de seu teor, sua cotação no mercado, dos custos para extração e também do que será feito com o elemento.

Aplicações do Urânio

Quando ainda não havia sido descoberta a radioatividade do urânio, suas aplicações eram poucas. Os sais de urânio eram utilizados para a fotografia e para a produção de cerâmicas especiais. Além disso, também era voltado para fabricar peças de couro e sola e na indústria madeireira.

Após a descoberta pôde-se desfrutar de uma das suas principais aplicações que é a geração de energia nuclear, na qual são utilizados os seus isótopos (U-234, U-235 e U-238). Além disso, pode ser utilizado para o deslocamento (propulsão) de um submarino, sondas espaciais e navios de guerra.

Para uso militar, o urânio enriquecido e empobrecido podem ser utilizados para a criação de armas nucleares como a bomba atômica. Na medicina, o uso é na terapia e no diagnóstico de diversas doenças.

Perigos do Urânio

Apesar desses benefícios, é necessário ter muito cuidado com a utilização do urânio. Quando um indivíduo é exposto ao elemento, ele pode ser contaminado tanto por inalação, quanto por absorção da pele. Os efeitos são dor de cabeça, vômito, queimaduras, diarreias, náuseas, sem contar que atinge vários sistemas do corpo humano.

O urânio é um elemento químico que não pode ser eliminado pelo organismo, ou seja, ele acumula-se no corpo e fica retido nos ossos. A exposição a radiação causada por urânio pode causar doenças como o câncer.

Curiosidades

A primeira bomba atômica era constituída de urânio e foi explodida experimentalmente, no deserto do Novo México, em 1945, a aproximadamente 100 Km da cidade de Alamogordo. Essa bomba é proveniente do projeto Manhattan que foi desenvolvido nos Estados Unidos para a criação de armas nucleares.

Uma bomba, chamada de Little Boy, contendo os mesmos elementos químicos foi utilizada para a destruição das cidades de Hiroshima e Nagasaki, no Japão.